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Quinta Semana - Lucas

terça-feira, 8 de junho de 2010

Relações EUA e Israel

http://csis.org/publication/israel-strategic-liability

Na semana passada, esse artigo de um membro do governo Obama causou certo alvoroço na opinião pública. Desde que Israel atacou o navio com ajuda humanitária a Gaza na semana passada, a opinião pública tem se mostrado muito mais crítica ao Estado Judeu. Nem mesmo os EUA, eternos aliados, parecem ter mais paciência para o conservadorismo e quase fascismo - termo de um crítico do NYT - do governo de Netanyahu. O que fazer com relação a Israel, parceiros tão antigos? Como a opinião pública norte-americana está reagindo? Ainda apoiam?

Saúde update

A ideia é retomar a discussão do sistema de saúde norte-americano. Depois que a plataforma da British Petroleum explodiu, liberando milhares de litros de petróleo no mar, a discussão sobre a reforma no sistema de saúde ficou fora de pauta. Mesmo assim, foi o carro chefe do governo Obama. Ontem mesmo o presidente Barack Obama foi aconselhado por seus assessores, segundo o NYT, a voltar a tocar no assunto para reaquecê-lo.


Experiências com presos


http://physiciansforhumanrights.org/

Através do twitter da ONU, saiu a notícia de que a organização Physicians for Human Rights, dos EUA, teria descoberto que o governo realizava experiências médicas com cobaias humanas - presos em Guantánamo em sua maioria. É uma matéria mais difícil, pois a apuração dependeria apenas de juntar material coletado do que tiver saído nas diversas agências de notícias e escrever, aí, um texto meu. Fica difícil conseguir alguma fonte, mas o assunto é interessante e preocupante.
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Quinta Semana - Renata

segunda-feira, 7 de junho de 2010

1) Honduras
Duas situações reacenderam o debate a respeito de Honduras esta semana: a declaração do ex-presidente Manuel Zelaya pedindo que seus ex-funcionários não colaborem durante os interrogatórios da Comissão da Verdade – instituída para investigar os fatos acontecidos quando da destituição de Zelaya do poder hondurenho – por duvidar da imparcialidade de tal comissão; e também a discussão durante a 40ª Assembléia Geral sobre a readmissão de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA) – discussão esta que evidenciou mais um ponto de discordância entre EUA e Brasil.
A intenção seria realizar uma breve retomada dos fatos ocorridos desde o golpe de Estado em junho de 2009 e seus “ecos” e incertezas no plano das relações internacionais.

Fontes:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2010/06/08/ult1808u154596.jhtm
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/747040-volta-de-honduras-a-oea-domina-reuniao-e-retoma-discordancia-entre-brasil-e-eua.shtml
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,oea-cria-comissao-para-resolver-impasse-sobre-honduras,563433,0.htm
http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/20-147195-2010-06-08.html
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/746343-juiza-destituida-de-honduras-pede-que-pais-nao-seja-reintegrado-a-oea.shtml


2) América Latina incompleta
O alto índice de imigração latina é sempre pauta nos grandes jornais. Esta semana, a Suíça anunciou que imigrantes clandestinos serão proibidos de casar a partir de 2011 e que os funcionários do Registro Civil serão obrigados a denunciar os noivos ilegais – o que afeta principalmente os 120 mil imigrantes latinos que estão no país, pois a única saída da clandestinidade é o casamento. A intenção seria mapear os principais destinos de imigração latina, quantos latinos espalhados pelo mundo e mostrar alguns números um tanto quanto espantosos, por exemplo, em 2000, o número de pessoas que deixou o Uruguai foi igual ao número de pessoas que nasceu no país.
Fontes:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/06/07/suica-proibira-casamento-para-os-imigrantes-ilegais.jhtm
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2010/06/02/licoes-que-o-apartheid-na-africa-pode-ensinar-aos-latinos-do-arizona-eua.jhtm
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5656707,00.html
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/747086-jovem-mexicano-e-assassinado-a-tiros-em-fronteira-com-os-eua.shtml
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/06/01/nova-lei-anti-imigracao-reflete-polarizacao-da-sociedade-americana-na-fronteira-com-o-mexico.jhtm
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/06/06/a-lei-contra-a-imigracao-no-arizona.jhtm
CANCLINI, Nestor Garcia. Latino-americanos à procura de um lugar no século XX.
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Terceira e Quarta Semanas - Renata

sexta-feira, 28 de maio de 2010


1) O acordo militar entre Brasil e Uruguai
Após uma reunião realizada em Montevideo, os ministros da defesa brasileiro e uruguaio anunciaram a assinatura de um acordo de cooperação militar entre os dois países, acordo este que prevê, inclusive, a criação de um sistema industrial de produção bélica. A intenção seria realizar algumas entrevistas para entender o impacto de uma ação militar deste tipo para a América Latina. Lembrando a intenção do Brasil, atual comandante do setor de segurança do MERCOSUL, de criar um conselho de defesa sul-americano. Seria essa situação um passo nessa direção?

Fontes:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=brasil-e-uruguai-assinam-acordo-militar-04029C316EE0993386&mediaId=4338719
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL359483-5598,00-BRASIL+QUER+CONSELHO+DE+DEFESA+SULAMERICANO+ATE+FIM+DO+ANO+DIZ+JOBIM.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,brasil-assume-setor-de-seguranca-do-mercosul,547981,0.htm


2) Brasil e Argentina: um caso de amor e ódio
Em encontro realizado hoje com o Presidente Lula, durante o Fórum da Aliança de Civilizações no Rio de Janeiro, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, negou a imposição de novas barreiras comerciais aos enlatados brasileiros como foi divulgado pela imprensa do país. Além disso, os presidentes afirmaram que há uma intenção de aprofundar as relações comerciais entre os países. A intenção da matéria é a de mapear as relações comerciais entre Argentina e Brasil, suas turbulências e impactos.

Fontes:
http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/20-146540-2010-05-28.html
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100528_argentina_lata_rc.shtml
http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=4265
http://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-146539-2010-05-28.html
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=29446&codp=21&codni=3


3) Ditaduras na América Latina:
Utilizando-me do gancho do julgamento do Brasil pela Corte Interamericana por ações do regime militar, gostaria de esboçar um infográfico sobre as ditaduras na América Latina, acho que ficaria muito interessante visualmente e me possibilitaria pesquisar sobre esse assunto que muito me interessa.

Fontes:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100520_cortejulgaaraguaia_ac.shtml
http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/subnotas/134670-43434-2009-11-04.html
http://74.125.155.132/scholar?q=cache:jFpvq7qsR5IJ:scholar.google.com/+ditaduras+na+america+latina&hl=pt-BR&as_sdt=2000


4) Eleições na Colômbia
A Colômbia passa por um momento muito interessante. Após dois mandatos de Uribe, praticamente todos os candidatos à presidência tiveram seu momento no holofote das pesquisas: primeiro foi Sergio Fajardo, que deu lugar à Juan Manuel Santos – candidato da situação, o que deu aos olhos do Tio Sam um brilho especial-, foi então a vez de Noemí Sanín crescer e, por fim, Antanas Mockus caiu nas graças do povo – especialmente dos jovens internautas - e subiu nas pesquisas.
O primeiro turno é este domingo. Penso em fazer um pequeno perfil destes candidatos e acompanhar os resultados, escrevendo uma matéria quente.

Fontes:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=6856
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/05/26/voto-no-uribismo-sociologico-na-colombia.jhtm
http://www1.folha.uol.com.br/dw/742218-antanas-mockus-e-o-fenomeno-eleitoral-da-internet-na-colombia.shtml
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/05/26/colombia-enfrenta-eleicoes-mais-disputadas-dos-ultimos-anos.jhtm





5) Brasil, Irã e EUA
Hilary Clinton externou a insatisfação dos EUA com a posição brasileira junto ao Irã essa semana em Washington, a secretária de Estado afirmou que o país está sendo usado pelos iranianos. A proposta é realizar uma análise da política externa brasileira, que é autônoma, e sua relação com o “eixo do mal”

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2805201001.htm
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=6763
http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=4289
http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=4281





6) América Latina: o que é
A intenção, como será a ultima matéria que produziremos esse semestre, é produzir um infográfico mostrando quais são os países da América Latina, seus principais dados, e um pequeno texto que aproxime o leitor da realidade de cada um deles.

Fontes:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000139.pdf
http://operamundi.uol.com.br/materias_ver.php?idConteudo=2095 (exemplo de texto sobre um país não muito conhecido)
http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-146308-2010-05-25.html (sobre a Argentina)
http://operamundi.uol.com.br/reportagens_especiais_ver.php?idConteudo=2770 (uma das realidades do Haiti)
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Terceira Semana - Lucas

quarta-feira, 12 de maio de 2010

1. Polêmica da mutilação genital

A American Academy of Pediatrics, em notícia pelo twitter da ONU, autorizou os médicos dos EUA a realizarem a mutilação genital feminina em recém nascidas de culturas africanas que aceitem culturalmente essa prática. A decisão abriu uma grande discussão sobre o tema, pois essa mutilação ainda é encarada, pelas culturas ocidentais, como algo bárbaro, enquanto que para algumas culturas africanas é algo normal. Gostei da ideia porque eu conheço gente que trabalha com Direitos Humanos que poderia falar, tenho, por causa do AFS, contatos de africanos que poderiam dar um depoimento e, novamente apelando para a internet, posso iniciar uma discussão em algum fórum para ver o que os americanos pensam disso e porque não aceitam algo que é cultural de vários povos. Uma das minhas conhecidas do Gana, inclusive, tem casos na família dela, e ela disse que é algo relativamente normal... Mas por aqui ainda é visto com repúdio.

2. Twitter ficando famoso e usado

Saiu hoje uma pesquisa da Edison Research (http://www.edisonresearch.com/home/archives/2010/04/twitter_usage_in_america_2010_1.php) falando sobre o Twitter nos EUA. Achei interessante porque ela mostra que o twitter é tão conhecido nos EUA quanto a rede social Facebook. Não quer dizer que o twitter seja a rede social mais utilizada, mas é a mais conhecida. Isso mostra um aspecto cultural interessante dos americanos, principalmente se olharmos para o número de que os maiores usuários de twitter por lá são os negros (ou, como eles gostam de chamar, os "afro-americanos"). Por que será que twitter é algo tão popular nesse estrato? Teria a ver com a interminável luta dos negros americanos por uma igualdade de fato - já que o twitter é uma importante ferramenta de divulgação e propagação? Também dá para, pelo próprio twitter, entrevistar as pessoas e entender o fenômeno.

3. Proibição da pesca
http://news.yahoo.com/s/afp/20100502/pl_afp/usblastoilenergypollutionfish

O governo dos EUA resolveu proibir a pesca na região do golfo. Isso tem afetado, claro, a grande indústria, que sai perdendo, mas os pequenos pescadores também saem prejudicados pela medida. Por mais que a medida possa valorizar, em médio prazo, o peixe pescado na região, ela também transforma em criminoso quem vive da pesca, o pequeno pescador.
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Segunda Semana - Lucas

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Drummond, colo no corpo da mensagem minhas três pautas para hoje.


1)Arsenal Nuclear

Recentemente em visita à Rússia, o presidente Barack Obama assinou um acordo para que os dois países diminuam seu armamento nuclear. A meta é que tanto Washington quanto Moscou reduzam seu arsenal nuclear para menos de 1500 armamentos, 30% abaixo do limite imposto anteriormente pelo programa conhecido na sigla inglesa por START. Embora a meta tenha 7 anos para ser posta em prática, isso mostra, pela primeira vez desde o início da Guerra Fria, que os EUA estão tendendo a chegar em um mundo com menos perigos nucleares (em meio a tantas discussões sobre o enriquecimento de urânio no Irã). Desde o começo da Guerra Fria, muitos americanos mostraram-se contrários ao uso desse tipo de armamento, principalmente depois de Hiroshima e Nagazaki. Mas o país continou a aumentar seu estoque. Em que direção se movimenta e como se posiciona a sociedade nesse tema? É provável que o governo tenha finalmente cedido às pressões populares ou o que está por trás, provavelmente, desse ato tão político e ao mesmo tempo tão simbólico? E a opinião pública?


2) Balanço do primeiro ano do governo Obama

A aprovação do presidente Barack Obama não tem andado lá tão alta quanto o esperado, e, de fato, caiu desde que ele assumiu. Através de um monitoramento de alguns blogues políticos e de páginas de sites pode-se ver como anda a opinião pública e como as pessoas enxergam esse primeiro ano de governo Obama. Muitos americanos não concordaram nem mesmo com o prêmio Nobel da Paz dado ao seu presidente no ano passado. Através dessa pesquisa online posso tentar encontrar o que a sociedade realmente tem a dizer sobre o presidente e qual a sensação do "governo Obama". Será que a sociedade o apoia tanto assim? Seria um balancete deste ano e pouco: o que agradou, o que desagradou, por que sua predileção caiu tanto.

3) Novas regras de aviação

Recentemente em visita aos EUA, meu irmão contou que nos aeroportos, agora, há um aviso dizendo que qualquer pessoa com traços árabes ou semelhantes aos de um muçulmano será retirada da fila e totalmente revistada pela polífica federal norte-americana. Mesmo aqueles que tiverem cidadania estadunidense. Isso, segundo ele, causou um constrangimento enorme em alguns americanos que nem descendentes de árabes eram, mas tinham apenas feições "mediterrâneas". Seria o caso de também realizar uma pesquisa online em fóruns, sites de notícia, blogues, etc para sentir o que a sociedade pensa disso e como se sentem, principalmente, os americanos descendentes ou não de árabe que têm que passar por essa humilhação. Desde o incidente com o nigeriano no ano passado as regras imigratórias, mais uma vez, ficaram pesadas.
(essa última pauta talvez seja legal fazer com mais calma, mas aí posso dar início a ela, se for o caso)


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Comentário Prof. Drummond


Olá Lucas

Os comentários/as respostas seguem abaixo.

Um abraço

Drummond

1)
Há um fator imediato mobilizando opiniões em apoio ao uso da bomba: o Irã, e isso compromete o pressuposto dessa pauta, uma vez que é muito difícil mensurar se os apoiadores da bomba por conta do Irã são em menor ou em maior número dos que a condenam por conta da Segunda Guerra. Esta pauta, como está, fica comprometida, portanto.

2) Neste caso, me parece existir um problema de timing. A aprovação de Obama vinha despencando, até a aprovação do plano para a saúde e, precisamente, o avanço na política de contenção (armas atômicas). Isto é, até antes desses dois fatos novos, a sua pauta seria bem atual.

3) Bem, esta pauta é muito boa, quente, vale a pena ir atrás, fuçar atrás de gente que tenha voltado dos EUA nos últimos dias, ouvir uma ou duas fontes (parece que uma fonte você já tem...). Comandantes de empresas aéreas, comissários, associações de comissários, sindicatos de pilotos, há muitos caminhos para você fisgar informações. Acredito que esta matéria, se você "pegá-la de jeito", como dizem, será candidata forte a publicação em site de notícias. Siga adiante e me mantenha informado: alguma coisa você conseguirá!


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Segunda Semana - Patrícia

Baseado na matéria de hoje piblicada no site UOL na editoria de economia, "Bancos mantém taxa de juros do cheque especial acima da Selic, diz Procon" proponho as seguintes pautas:
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/04/12/bancos-mantem-taxa-de-juros-do-cheque-especial-acima-da-selic-diz-procon.jhtm

1) Abordar o aumento do poder dos bancos na economia e na sociedade. Qual o atual papel que os bancos exercem na sociedade, sua importância e dimensão de suas decisões.

2) O que esperar da reunião de comite da Política Monetária que irá ocorrer ainda este mês e a Selic será definida. O que mudará para o consumidor caso realmente ocorra uma elevação para 9,25%.

Também precisa postar no blog?

Patricia
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Comentário Prof. Drummond:

Olá Patrícia

Sim, poste no blog também. A minha idéia era e é concentrar tudo lá, mas continuo recebendo pautas e matérias por e-mail.Comentarei na sequência de cada proposta de pauta, certo?

Um abraço

Prof. Drummond


1) Esta proposta aproxima-se mais da dimensão acadêmica. É claro que o tema é muito interessante, o problema não é esse, mas do gênero jornalístico, no qual continuarei insistindo com vocês.

2) Aqui há uma possibilidade de matéria se você conseguir estimar qual será o aumento decorrente da elevação da Selic, para a prestação concreta de um bem específico adquirido por um consumidor. Se a prestação passar de x para x+1, ele manterá a sua intenção de compra ou a adiará? Procure fazer esta matéria.
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Segunda Semana - Ricardo

Olá Drummond

Essas são as minhas pautas de hoje:

Pauta 1: “Capitalismo: Uma História de Amor”

Hoje o Sonho Americano parece mais um pesadelo, quando as pessoas têm de pagar com os seus empregos, a suas casas e as suas poupanças. O documentarista Michael Moore nos leva até às casas de gente normal, cujas vidas ficaram viradas do avesso, e vai à procura de explicações em Washington e outros locais. Seu novo filme "Capitalism: A Love Story" revela muito do caráter perverso do atual sistema econômico dos EUA. A proposta é fazer um comentário sobre o documentário, destacando a abordagem de Moore.

http://senzalamundi.com/wp/archives/1130

http://resistir.info/crise/m_moore_capitalism.html


Pauta 2: “O Homem Mais Perigoso da América”

O filme conta a saga de Daniel Ellsberg, um analista militar a serviço dos EUA na Guerra do Vietnã que, depois de presenciar os horrores da guerra, sofre uma grave crise de consciência que o leva a revelar à imprensa documentos secretos que detalhavam as mentiras e trapaças inventadas pelo governo norte-americano para justificar a invasão. A proposta é fazer um comentário do filme

http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10592&lng=


Pauta 3: os EUA e a crise com a Toyota

A operação da Toyota nos EUA usa táticas de evasão jurídica para fugir de suas responsabilidades legais. Em uma série de ações judiciais – muitas tratam de problemas diferentes da do pedal do acelerador -, a empresa tem ocultado documentos e provas das autoridades. A Toyota retira documentos de suas sedes e se recusa a fornecer dados gravados eletronicamente em seus veículos.

http://www.abril.com.br/noticias/economia/eua-toyota-foge-suas-responsabilidades-legais-548414.shtml

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1557754-9658,00-GOVERNO+DOS+EUA+PRETENDE+MULTAR+TOYOTA+EM+US+MILHOES.html


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Comentário prof. Drummond:

Ricardo,
O tema que mais se aproxima, embora indiretamente, do seu tema é o da pauta 2.

Nas próximas matérias, procure utilizar as linhas de pesquisa do seu tema, com as bibliografias e os sites indicados, colados abaixo para refrescar a sua memória. Leia a relação. (Uma observação: ainda não recebi as fontes da sua primeira matéria!)

Um abraço

Prof. Drummond


Mídia e democracia (Ricardo)
1. Como a mídia retrata a crise e seus impactos na sociedade e na estrutura política.
2. Os espaços extra-partidários de organização das visões políticas: o movimento Tea Party, o aumento do número das organizações extremistas, o crescimento das manifestações de rua.
3. Concentração da propriedade da mídia, redução da diversidade de opiniões e homogeneização cultural.
4. A mídia e a cobertura da atividade regulatória do mercado.
5. A mídia e a cobertura das investigações sobre as causas da crise.
6. A mídia e a cobertura da necessidade de estabelecer controles sobre a atividade das instituições financeiras.

Bibliografia e sites
PLAST, GREG. A melhor democracia que o dinheiro pode comprar. São Paulo: Francis, 2004.
CHOMSKY, NOAM. A democracia e os mercados na nova ordem mundial. Lisboa: Antígona, 1994.
GOODMAN, AMY; GOODMAN, DAVID. Corrupção à americana: desnudando as mentiras, a imprensa, os empresários e os políticos que produzem e lucram com a guerra.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
FALLOWS, JAMES. Detonando a notícia: como a mídia corrói a democracia americana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.
FRANK, THOMAS. Deus no céu e o mercado na terra: capitalismo, populismo de mercado e o fim da democracia econômica. Rio de Janeiro: Record, 2004.
HOFSTADTER, RICHARD. The paranoid style in american politics. New York: Random House, 2008.
McCHESNEY, ROBERT W. The problema of the media: U.S. communication politics in the 21st century. New York: Monthly Review Press, 2004.
BAGDIKIAN, BEN H. The new media monopoly. Boston, Massachusetts: Beacon Press, 2004.




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Segunda Semana - Renata

terça-feira, 13 de abril de 2010

A guerrilha ganha a internet

Essa semana, o governo venezuelano lançou o que chama de guerrilha comunicacional. Procuram-se criar espaços de divulgação do bolivarianismo e também combater as mentiras da imprensa - segundo o presidente Hugo Chavez.
Foram recrutados 75 jovens que realizaram cursos para produção de vídeos, spots de rádio e material impreso.
A pauta seria analisar como utilizar-se de redes socias e da internet pode favorecer - ou não- a comunicação politica (lembremos que nesta semana, a pré-candidata à presidência brasileira, Dilma Roussef, inaugurou seu twitter; há também a campanha via internet do atual presidente americano e os zapatistas que se utilizam da rede há tempos para divulgar sua causa)
Fontes:
Chávez lança "guerrilha da comunicação" para combater as mentiras da imprensa - Folha
Venezuela inaugura "guerrilhas de comunicação" para combater desinformação - O Globo

Separatismo na Bolívia:

Os estados de Santa Cruz, Beni, Pando, Chuquisaca e Tarija buscam a formação de governos autônomos de viés liberal que, nas atuais condições, é tido pelo governo como separatismo. Há uma luta do governo boliviano contra esses movimentos. Essa semana, o presidente Evo Morales disse que os problemas ocorridos nas eleições aconteceram justamente em estados separatistas, onde também seu partido perdeu as eleições (3 dos 9 estados: Santa Cruz, Tarija e Beni). Porpoe-se entender esse movimento separatista e suas razões.

Justiça eleitoral defende resultado das eleições regionais na Bolívia - Estadão
Governo da Bolívia acusa líder opositor de defender separatismo com greve - EFE


América Latina e Rússia:

A visita de Vladimir Putin à Venezuela causou repercussão em vários países. A venda de petróleo venezuelano à Russia, bem como a venda de armamento russo à Venezuela estavam na agenda de discussão do dia. O presidente boliviano, Evo Morales, que também estava na reunião, pediu ao primeiro ministro uma maior presença russa na América Latina. Com essa preocupação, está a gendada para essa semana uma visita do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, à Argentina e ao Brasil. Quais são as implicações deste estreitamento entre AL e Rússia? Qual a repercussão disso nos EUA?

Rússia confirma visita de Medvedev ao Brasil nos dias 15 e 16 de abril - Estadão
Chávez recebe Putin e anuncia projeto nuclear para Venezuela - AFP
Rússia poderá vender US$ 5 bilhões em armas à Venezuela, diz Putin - O Globo
EUA criticam contratos de defesa entre Rússia e Venezuela - Folha
Chávez chama EUA de "estúpidos" por criticarem compra de armas - Folha
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Segunda Semana - Leonardo

Pauta 1: Países emergentes vêem em Irã uma chance de conseguir uma cadeira no conselho de segurança da ONU.

Brasil e Turquia tentam ter sucesso onde os EUA falharam. Enquanto China e EUA discutem as sanções que devem ser impostas ao Irã, Brasil e Turquia discutem retomada do diálogo e novos modelos de sanções. Atualmente as duas nações buscam conseguir cadeiras no conselho de segurança da ONU, e um sucesso nas negociações auxiliaria nessa conquista.
Os norte-americanos vêem com ceticismo a tentativa brasileira, afinal Obama iniciou seu mandato com o mesmo discurso, mas, esgotadas as tentativas de diálogo, está partindo para sanções economicas.




Pauta 2: Militares americanos alertam para escassez de petróleo até 2015.

Pouco depois de Obama lançar novo projeto de exploração de petróleo nos EUA, as forças armadas norte-americanas anunciaram que o o atual excedente de petróleo pode desaparecer em dois anos e, até 2015, pode haver total escassez de óleo, gerando enormes impactos políticos e econômicos.
O aumento do envio de tropas americanas ao Oriente Médio e a volta da america latina à pauta norte-americana teria algo a ver com isso?
Aparentemente os norte-americanos parecem estar ficando para trás nas frentes petrolíferas. Enquanto a Casa Branca concentra-se no oriente médio, Angola, Brasil e México anunciam novas fontes de petróleo. Por aqui, os chineses tomaram a frente nas parcerias de exploração do pré sal. Na Nigéria, atualmente maior produtor africano de petróleo, a pirataria representa enormes prejuízos para a atividade petrolífera, porém os EUA não enviam à região efetivo marítimo militar nas mesmas proporções que envia ao Oriente Médio.
Fonte 3 - Estado de São Paulo: Chineses vão explorar petróleo no Brasil

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Primeira Semana - Lucas

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dia 30.03

Drummond, seguem as minhas 3 pautas em anexo. Coloquei em apenas um arquivo para facilitar. Não sei se era exatamente assim o formato, mas enfim...

Lucas G. Hackradt

Qual o real impacto social da reforma no sistema de saúde norte-americano?

A grande crítica ao governo de Barack Obama é que, apesar de todo o discurso moral feito em sua campanha, o presidente norte-americano pouco fez até o momento. Mesmo tendo recebido o prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Obama não instituiu nenhuma mudança radical em seu país. Até a semana passada, quando finalmente conseguiu aprovação apertada do Congresso em Washington para a reforma no sistema público de saúde do país. Ao contrário das grandes potências europeias, os EUA sempre foram um país dependente dos planos privados de saúde, assim como o Brasil. Hoje, enfim, parece que os cidadãos norte-americanos poderão se beneficiar de um sistema público eficiente e funcional. A reforma ainda está muito no início. Mas pelo menos já começou.Apesar de toda a atenção à disputa política que está sendo dada ao caso, é interessante mostrar como a sociedade se beneficia dessa reforma, o que muda de verdade, qual o impacto na vida das pessoas.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8592095.stmhttp://www.nytimes.com/2010/03/29/opinion/29mon1.html?hp

A Guerra anti-tráfico no México e o xenofobismo norte-americano

Logo ao assumir o cargo de Secretária de Estado, a ex-senadora Hillary Clinton comprometeu-se a ajudar o México a lutar contra o tráfico de drogas no norte do país, perto da fronteira com os EUA. Os norte-americanos comprometeram-se em ajudar os mexicanos com armamentos e treinamentos de pessoal para garantir a segurança, mas a crise foi atenuada na metade deste mês quando um alto funcionário do Consulado Geral Estadunidense em Ciudad Juarez, no norte do México, foi cruelmente assassinado por membros do tráfico. No mesmo dia, outro cidadão americano foi morto, e aí se instalou um impasse político.Esse problema dos grandes traficante do México tem afetado a vida tanto de norte-americanos quanto de mexicanos, e é algo que cria crises profundas entre os dois países, que não conseguem resolver nada. E um problema gera outro: os latinos, que sempre foram alvo de preconceito racial nos EUA, ficam rapidamente associados à imagem de escória, de ladrões, incapazes, assassinos. Até que ponto essa crise pode aumentar o sentimento de xenofobismo nos cidadãos norte-americanos?
http://www.reuters.com/article/idUSTRE62R13320100328?feedType=RSS&feedName=topNews&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+reuters%2FtopNews+%28News+%2F+US+%2F+Top+News%29&utm_content=Bloglineshttp://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1528929-5602,00.html

A parceria entre EUA e Israel

Até que ponto os cidadãos norte-americanos, como um todo, apóiam o governo israelense de fato? Há anos os presidentes dos EUA têm dado apoio incondicional aos israelenses, ficando muitas vezes calados frente às atrocidades cometidas na região do Oriente Médio contra os palestinos. Agora, pela primeira vez, um presidente dos EUA parece ter finalmente enfrentado Jerusalém e dado um basta. Barack Obama, quebrando a tradição de apoio a Israel, criticou duramente a decisão de Benyamin Netanyahu de autorizar, recentemente, construções de assentamentos em território ocupado na Palestina. Ele chegou a afirmar que a decisão israelense era um retrocesso nas negociações de paz no Oriente Médio.A imagem que se tem da sociedade americana, de que ela apóia veemente os judeus e teme qualquer árabe, pode estar errada. Uma posição política do Executivo não necessariamente significa uma mesma posição do povo – como no caso da Guerra do Vietnã. Enfim um presidente teve a coragem de peitar os judeus, mas e a opinião pública, que tem a dizer sobre o caso?
http://www.reuters.com/article/idUSTRE62R0NB20100328?feedType=RSS&feedName=topNews&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+reuters%2FtopNews+%28News+%2F+US+%2F+Top+News%29&utm_content=Bloglineshttp://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Obama-desvalorizou-a-polemica-com-Israel.rtp&headline=20&visual=9&article=329047&tm=7

Comentário Prof. Drummond:

Olá Lucas
A pauta da saúde é a mais momentosa, mas acho que você poderia incorporar um outro enfoque também. Trata-se do significado político da decisão. Há republicanos de peso recriminando o espaço dado aos radicais, dentro e fora do partido, pela disseminação da idéia de que apoiar o plano de Obama seria endossar o assassinato de idosos. Essas pessoas defendiam, de boa e/ou de má fé, conforme o caso, que a saída de recursos do Estado para bancar o plano repercutiria em aumento da tributação de empresas e de cidadãos, onerando o setor privado de saúde que não teria como bancar a assistência atualmente prestada aos seus beneficiários. Como ficou o quadro político? Quais republicanos influentes mudaram --- se é que mudaram --- de posição? O fato é que o governo Obama vive um momento de alto astral, também por conta do endurecimento (que não foi tão grande assim) com Israel que você menciona na terceira pauta. Creio que a ampliação do enfoque no sentido de mostrar como ficou o espectro político depois do Rubicão que foi a aprovação do plano de saúde de Obama engrandece a pauta. Vá em frente!
Um abraço
Prof. Drummond
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Primeira semana - Leonardo

Dia 30.03

Olá professor,
segue anexado um documento com minhas sugestões de pauta.
Bom feriado,
Leonardo

Pauta 1: Eleições Parlamentares no Iraque.
As eleições parlamentares no Iraque podem ser alvo de muita polêmica ainda. A oposição conseguiu o maior número de cadeiras, o que pode dificultar a ação do atual governo. O líder da coalização vencedora, o ex-primeiro ministro Iyad Allawi, afirma que quer um governo forte e acusa o Irã de intervir nas eleições, pois o país teria se reunido com todos os grandes partidos, exceto o de Allawi. Nas ruas, populares pedem a recontagem manual de votos.
Esses acontecimentos terão repercussão entre os membros da OPEP (que debatem atualmente os motivos da oscilação do preço do petróleo) ou na ofensiva norte-americana no oriente médio?
Fonte 1 - BBC Brasil: Ex-premiê do Iraque acusa Irã de interferir na eleição
Fonte 2 - Folha de SP: Líder da coalizão vencedora na eleição do Iraque quer “governo forte”
Fonte 3 - The Guardian: Iyad Allawi struggles to turn Iraq election victory into ruling coalition

Pauta 2: Enfraquecimento do apoio ocidental à Israel
Israel parece perder o apoio incondicional no ocidente. A expulsão na Inglaterra do diplomata israelense que portava documentos falsos pode gerar certa tensão entre os países. EUA e França criticam a expansão territorial israelense sobre Jerusalem Oriental. As negociações com o Irã não tem tido efeitos, e Israel não aposta mais no apoio da ONU para defende-se contra o Irã.
Como seguirão as negociações de paz? Qual será o papel do Nobel da Paz, Barack Obama?
Fonte 1 - Podcast de João Pereira Coutinho para à Folha online
“Israel ficará sozinho para enfrentar a ameaça iraniana”
Fonte 2 - G1: Obama e Netanyahu analisam divergências entre Israel e EUA
Fonte 3 - G1 e Jornal de Notícias (portugal): Grã-Bretanha expuklsa diplomata israelense
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/03/23/caso-dubai-gra-bretanha-deve-expulsar-diplomata-israelense-916148861.asp
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1526453
Notícia 4 - Folha online: Líderes dos EUA e França condenam construções de ISrael e apoiam sanções ao Irã

Pauta 3: Conflitos na Nigéria
O país africano vive em conflitos étnicos e religiosos, que acabam tendo ligação com o petróleo. Os piratas também agem constantemente na costa da Nigéria. Angola negocia com Congo e com a ONU para ampliar suas fronteiras marítimas em 150 km, expandindo suas reservas de petróleo e tornando-se o maior produtor de óleo na África, batendo a Nigéria.
Para esta pauta, poderia explicar o “desenlvimento” nigeriano, sua formação como um estado e o papel do petróleo nisso.
Fonte 1 - The independent: The curse of oil still stalks Nigeria delta
Fonte 2 - Correio Braziliense: Massacre na Nigéria envolve religião e exploração de petróleo

Comentário Prof. Drummond:

Olá Leonardo,
Obrigado e bom feriado para você também!
Escolhi a segunda pauta, mas leia o meu comentário de cada uma delas, certo?


Pauta 1: A pauta ainda fica no plano da especulação. É difícil, mas não impossível cavar mais, buscar algo original, um enfoque diferente, uma junção arguta de aspectos separados em matérias até de editorias distintas (energia e internacional, por exemplo).

Pauta 2: Este é o melhor assunto, no meu julgamento, mas ficou faltando o desenvolvimento mais recente: o gelo de Barack Obama em Netaniahu. O presidente americano simplesmente deixou o premier israelense esperando e foi jantar com a família. Mas não é só isso. Você deve, para fazer a matéria, ir atrás também de fontes menos comuns. Por exemplo, buscar na web artigos e comentários de Robert Fisk, de Tarik Ali, de Edward Said. Vá em frente!

Pauta 3: Esta pode ficar no "banco": não tem gancho, seria uma matéria fria sobre assunto batido. A partir disso, pouco se poderia esperar de um aprofundamento no quadro da Nigéria.

Mas como primeiro trabalho, quero dizer que está muito bom, no geral. Dá para começar! Vá em frente e se empenhe na matéria, busque aquelas fontes e outras.

Um abraço,
Prof. Drummond
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Primeira Semana - Renata

Dia 30.03

Olá Professor,
Envio minhas pautas para hoje.
Abs,
Renata

1) A ativação da 4ª frota americana e seu impacto na America Latina
Desde que tomada essa decisão por parte do governo norte-americano, alguns setores da sociedade, em especial os militares, consideraram a existência de uma reativação da presença imperialista na região. Como os EUA são, cada vez mais, dependentes do petróleo latino, essa atitude gera um receio e essa presença no Atlântico Sul é entendida como intimidação.
Fontes:
HARVEY, David. O Novo Imperialismo, Edições Loyola, 2003. São Paulo
PERON, Alcides Eduardo dos Reis. Poder Dinheiro e Guerra: O poderio norte-americano e o estado de guerra permanente. Monografia (Graduação em Economia) – Faculdades de Campinas, 2007

2) Colômbia
Há cerca de meio século, Colômbia e EUA têm compartilhado interesses: desde o enfrentamento ao comunismo até a – até hoje malfadada – tentativa de acabar com o narcotráfico. Recentemente, o acordo para o uso por militares americanos de bases colombianas tem gerado grandes debates. Em 2009, foi concedido acesso – para 1400 militares americanos - a sete bases militares colombianas. Seria isso um preparativo para novas intervenções dos EUA na América Latina como vociferam muitos?
Fontes:
Le Monde Diplomatique: Nas fronteiras do Plano Colômbia
Hernando Calvo Ospina - (01/02/2005) http://diplo.org.br/2005-02,a1063
RANGEL, Alfredo. Progressos e desafios na Colômbia de hoje. In: Revista DEP (Diplomacia, Estratégia e Política). Número 10: 2009.

3) O Bolivarismo e sua utilização como elemento de política externa
Buscar entender o Bolivarismo dentro de uma perspectiva histórica, seu ideário e sua nova configuração capitaneada por Hugo Chávez em uma busca desenfreada para barrar o imperialismo norte-americano na América Latina
Fontes:
BRUIT, Hector Hernán. A invenção da América Latina. In: V Encontro da ANPHLAC, 2002.
PEREIRA, Aldo. Recentes inflexões na geopolítica da América do Sul. In: Revista Política Externa. Editora Paz e Terra, Volume 18: 2009-2010.

Comentário Prof. Drummond:

Olá Renata, dê uma lida no comentário abaixo...
A pauta que escolhi é uma fusão da 1) e da 2). Potencialmente, contém uma matéria muito boa, mas é preciso ir fundo, é claro. Em primeiro lugar, há necessidade de encontrar um gancho, uma vertente bem atual que dê uma cor diferente, aponte um ângulo novo, uma conexão que ninguém percebeu entre esses fatos e essas tendências. Recentemente o Le Monde Diplomatique, na edição brasileira, publicou um artigo abrangente sobre o assunto das bases, que você deve ter lido. Uma busca na web a partir do nome do autor do artigo, e de outros que surgirão conectados a ele, talvez dê algumas pistas interessantes. A tese que você indica como fonte contém algum enfoque novo? Qual seria? Tem fontes interessantes que valem a pena pesquisar? Vá em frente, mas lembre-se: a modalidade jornalística impõe a existência de um gancho, algo do momento que torne a leitura interessante para um público bem maior do que a pequena parcela conectada à temática.

Vá em frente!
Um abraço,
Prof. Drummond
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Primeira Semana - Patrícia

Dia: 30.03:

PAUTA PRIMEIRA SEMANA
Com base na leitura do livro “A economia das fraudes inocentes” proponho as seguintes pautas:
Mostrar como os grandes sistemas econômicos e políticos cultivam sua própria versão da verdade.
(Qual é essa realidade e discutir o papel dos grandes sistemas econômicos)
Fontes: Alcides Eduardo Peron (Economista)
Valmir Zambrano (Jornalista e editor-chefe de economia)

A nova nomenclatura para o capitalismo como “sistema de mercado” é mesmo necessária?
Fontes: Edson Rossi (Jornalista) ou Alcir Pecora (lingüista)
Alcides Eduardo Peron (Economista)

Discutir o papel da empresa moderna na vida econômica contemporânea.
(“Mais do que as precedentes entidades capitalistas, primitivas e agressivamente exploradoras” P.50)
Fontes: Alcides Eduardo Peron (Economista)
Nivaldo Pilão (Coordenador do curso de Administração Facamp)

Comentário Prof. Drummond:

Olá Patrícia
Desculpe não ter informado antes sobre as pautas, mas eu estava certo de não ter recebido as suas sugestões no prazo combinado. Simplesmente, não encontrei o anexo --- o mesmo que consegui localizar hoje, quando recebi o seu e-mail.
A respeito das suas propostas, um primeiro comentário é que a fonte mais prolífera de pautas não costumam se livros, mas a própria mídia. A bibliografia, no programa desta disciplina, é para aquisição de um referencial de longo prazo, embora possa, eventualmente, ensejar pautas. Pensei que isso estivesse claro, a julgar pelas sugestões de pauta que recebi.
Isso não deve preocupá-la, no entanto, quanto a questão de nota para essa primeira entrega. O aspecto central, nesse sentido, era vocês tentarem, com os seus recursos e a partir das referências do programa da disciplina, apresentar as primeiras sugestões, o que foi feito por todos.
As idéias apresentadas por você são todas boas, mas comportam ensaios, monografias, teses e outros estilos que não o jornalístico. Este será, sempre, conectado ao real imediato, como você deve estar percebendo no seu estágio, imagino.
Nesse quadro, a minha orientação concreta é que você, a partir da consulta da mídia online, tente, de hoje para amanhã, se for possível, sugerir uma ou duas matérias jornalísticas propriamente ditas. Eu lhe darei uma resposta tão logo receba as sugestões --- caso tenha condições de formulá-las, repito.
Para ajudá-la na sua tarefa, darei alguns exemplos. Neste momento, na home page do g1, seção de Economia, leio os seguintes títulos de notícias: EUA ameaçam coantra-retaliar Brasil no caso do algodão / Setor de serviços dos EUA cresce em março / EUA estão mudando modelo de consumo / Dólar opera em queda; bolsa sobe / Siderurgia chinesa quer boicotar Vale / Cresce adesão a imposto para bancos.
Como as matérias são produzidas individualmente , com frequência não se percebe as conexões eventualmente existentes entre elas, embora estejam em uma mesma seção. No caso dessa edição do G1, vejo possibilidade de se fazer pelo menos duas conexões dos assuntos noticiados para gerar eventuais pautas (e matérias): a) a partir do segundo e do terceiro títulos --- Pauta 1 --- Como é que a mudança do modelo de consumo afeta, supostamente, o setor de serviços dos EUA; secundariamente, apurar se esta mudança ajuda a explicar o crescimento do setor de serviços em março; b) a partir do sexto título --- Pauta 2 --- a notícia do aumento da adesão à taxação dos bancos permite pensar em uma matéria em que se compare as cargas tributárias (no Brasil) sobre as empresas de diferentes setores [indústria, serviços, agropecuária, por exemplo] e de que modo as cargas de tributos têm evoluído para cada setor.
Acredito que esses exemplos tenham deixado mais claro pelo menos o sentido de atualidade imprescindível tanto à uma pauta como à uma matéria jornalística. Você poderia fazer uma tentativa examinando, com esse olhar, a parte de Economia do site do Terra, ou do UOL, por exemplo.
Uma única boa sugestão já seria suficiente.
Caso você não consiga perpetrar novas sugestões de pauta até amanhã, não se aflija: o faremos juntos, durante aula e, na sequência, você escreverá a matéria.
Um abraço
Prof. Drummond



Dia 05.04:

Olá Drummond, Agora sim ficou claro o que eu tenho que fazer, muito obrigada.
Aqui está minha sugestão, veja se assim está bom.

Notícia: "Brasil espera resposta mais concreta dos EUA em caso do algodão, diz Amorim", Editoria de Economia, UOL, 05/04/2010 14h05 http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/04/05/amorim-espera-resposta-mais-concreta-dos-eua-em-caso-do-algodao.jhtm

Pauta: Por que o Brasil não quer aplicar a retaliação? Sugiro fazer um histórico sobre o debate entre EUA e Brasil sobre essa questão.
Abraços,Patrícia

Comentário Prof. Drummond:

Olá Patricia,

Vamos nessa direção, mas com um precisamento fundamental do foco da sua matéria. Na verdade, não é bem assim. Até mesmo lendo o texto do link que você enviou percebe-se o quanto a questão é intrincada. O Brasil pode --- isto é, tem o direito de, segundo a legislação internacional de comércio --- aplicar retaliações. Entretanto --- e isto é praxe no mundo dos negócios ---, tem a possibilidade de usar a ameaça que fez como pressão para obter condições melhores para uma negociação.
O fato relevante de fundo para uma matéria como a que você sugere é que o Brasil vem rompendo com uma tradição dos governos anteriores, de alinhamento automático do país com os Estados Unidos. Quando o Brasil anunciou a retaliação no caso do algodão, conservadores alardearam no Brasil que era loucura, algo temerário, quase insano. Na verdade, é algo absolutamente corriqueiro para os Estados Unidos, Japão, China, França, Inglaterra e outros países acostumados a falar duro, blefar, ameaçar para negociar melhor.
Observe o noticiário internacional com atenção. Hoje o Brasil se alia à França, por exemplo, em várias questões do cenário mundial. Uniu-se à China em relação a assuntos do mercado financeiro internacional. Estes são só dois exemplos. Há um novo protagonismo de fato, aberto, principalmente, pelas hesitações e recuos dos Estados Unidos por conta das dificuldades internas do governo Obama, recentemente atenuadas com a aprovação do projeto para a área da saúde. Na medida em que melhore o seu respaldo interno, Obama tende a recuperar o espaço dos EUA no cenário mundial, como já começou a acontecer em relação ao Irã. Até pouco tempo atrás, no entanto, o protagonismo nesta questão estava em aberto e o Brasil surgiu com uma proposta diferente --- elogiada por intelectuais americanos como Mark Weinsbrot, por exemplo --- de se manter como um canal de diálogo entre o Ocidente e o Irã.
Cuidado, portanto, com as armadilhas da "compreensão" rápida e fácil!!!
Bom trabalho e um abraço,

Prof. Drummond

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