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Adiar decisão sobre retaliação é prática comum - Patrícia

terça-feira, 6 de abril de 2010

A decisão do Brasil de aumentar as tarifas de importação de produtos americanos, após uma autorização da Organização Mundial do Comércio (OMC), foi considerada por muitos uma atitude equivocada. Para o Financial Times, por exemplo, seria uma ameaça que poderia provocar uma guerra comercial entre os dois países. Mas apesar de a atitude do Brasil de não optar pela retaliação imediata aos Estados Unidos parecer antagônica é importante considerarmos que essa é uma prática comum entre grandes potências mundiais.
Estados Unidos, China, França e Inglaterra, por exemplo, fazem uso da pressão para obter melhores condições para uma negociação.
As sobretaxas brasileiras a produtos norte-americanos atingem desde produtos agrícolas, como algodão e trigo, a bens manufaturados, como veículos e cosméticos. Elas envolvem aumentos de até 100% nas taxas de importação desses produtos. Pelo decreto que regulamentou a retaliação cruzada, as novas tarifas deveriam entrar em vigor em 8 de abril, mas a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu adiar a retaliação de 102 bens americanos, além de serviços e propriedades intelectuais, para o próximo dia 22 de abril.

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