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Primeira Semana - Patrícia

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dia: 30.03:

PAUTA PRIMEIRA SEMANA
Com base na leitura do livro “A economia das fraudes inocentes” proponho as seguintes pautas:
Mostrar como os grandes sistemas econômicos e políticos cultivam sua própria versão da verdade.
(Qual é essa realidade e discutir o papel dos grandes sistemas econômicos)
Fontes: Alcides Eduardo Peron (Economista)
Valmir Zambrano (Jornalista e editor-chefe de economia)

A nova nomenclatura para o capitalismo como “sistema de mercado” é mesmo necessária?
Fontes: Edson Rossi (Jornalista) ou Alcir Pecora (lingüista)
Alcides Eduardo Peron (Economista)

Discutir o papel da empresa moderna na vida econômica contemporânea.
(“Mais do que as precedentes entidades capitalistas, primitivas e agressivamente exploradoras” P.50)
Fontes: Alcides Eduardo Peron (Economista)
Nivaldo Pilão (Coordenador do curso de Administração Facamp)

Comentário Prof. Drummond:

Olá Patrícia
Desculpe não ter informado antes sobre as pautas, mas eu estava certo de não ter recebido as suas sugestões no prazo combinado. Simplesmente, não encontrei o anexo --- o mesmo que consegui localizar hoje, quando recebi o seu e-mail.
A respeito das suas propostas, um primeiro comentário é que a fonte mais prolífera de pautas não costumam se livros, mas a própria mídia. A bibliografia, no programa desta disciplina, é para aquisição de um referencial de longo prazo, embora possa, eventualmente, ensejar pautas. Pensei que isso estivesse claro, a julgar pelas sugestões de pauta que recebi.
Isso não deve preocupá-la, no entanto, quanto a questão de nota para essa primeira entrega. O aspecto central, nesse sentido, era vocês tentarem, com os seus recursos e a partir das referências do programa da disciplina, apresentar as primeiras sugestões, o que foi feito por todos.
As idéias apresentadas por você são todas boas, mas comportam ensaios, monografias, teses e outros estilos que não o jornalístico. Este será, sempre, conectado ao real imediato, como você deve estar percebendo no seu estágio, imagino.
Nesse quadro, a minha orientação concreta é que você, a partir da consulta da mídia online, tente, de hoje para amanhã, se for possível, sugerir uma ou duas matérias jornalísticas propriamente ditas. Eu lhe darei uma resposta tão logo receba as sugestões --- caso tenha condições de formulá-las, repito.
Para ajudá-la na sua tarefa, darei alguns exemplos. Neste momento, na home page do g1, seção de Economia, leio os seguintes títulos de notícias: EUA ameaçam coantra-retaliar Brasil no caso do algodão / Setor de serviços dos EUA cresce em março / EUA estão mudando modelo de consumo / Dólar opera em queda; bolsa sobe / Siderurgia chinesa quer boicotar Vale / Cresce adesão a imposto para bancos.
Como as matérias são produzidas individualmente , com frequência não se percebe as conexões eventualmente existentes entre elas, embora estejam em uma mesma seção. No caso dessa edição do G1, vejo possibilidade de se fazer pelo menos duas conexões dos assuntos noticiados para gerar eventuais pautas (e matérias): a) a partir do segundo e do terceiro títulos --- Pauta 1 --- Como é que a mudança do modelo de consumo afeta, supostamente, o setor de serviços dos EUA; secundariamente, apurar se esta mudança ajuda a explicar o crescimento do setor de serviços em março; b) a partir do sexto título --- Pauta 2 --- a notícia do aumento da adesão à taxação dos bancos permite pensar em uma matéria em que se compare as cargas tributárias (no Brasil) sobre as empresas de diferentes setores [indústria, serviços, agropecuária, por exemplo] e de que modo as cargas de tributos têm evoluído para cada setor.
Acredito que esses exemplos tenham deixado mais claro pelo menos o sentido de atualidade imprescindível tanto à uma pauta como à uma matéria jornalística. Você poderia fazer uma tentativa examinando, com esse olhar, a parte de Economia do site do Terra, ou do UOL, por exemplo.
Uma única boa sugestão já seria suficiente.
Caso você não consiga perpetrar novas sugestões de pauta até amanhã, não se aflija: o faremos juntos, durante aula e, na sequência, você escreverá a matéria.
Um abraço
Prof. Drummond



Dia 05.04:

Olá Drummond, Agora sim ficou claro o que eu tenho que fazer, muito obrigada.
Aqui está minha sugestão, veja se assim está bom.

Notícia: "Brasil espera resposta mais concreta dos EUA em caso do algodão, diz Amorim", Editoria de Economia, UOL, 05/04/2010 14h05 http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/04/05/amorim-espera-resposta-mais-concreta-dos-eua-em-caso-do-algodao.jhtm

Pauta: Por que o Brasil não quer aplicar a retaliação? Sugiro fazer um histórico sobre o debate entre EUA e Brasil sobre essa questão.
Abraços,Patrícia

Comentário Prof. Drummond:

Olá Patricia,

Vamos nessa direção, mas com um precisamento fundamental do foco da sua matéria. Na verdade, não é bem assim. Até mesmo lendo o texto do link que você enviou percebe-se o quanto a questão é intrincada. O Brasil pode --- isto é, tem o direito de, segundo a legislação internacional de comércio --- aplicar retaliações. Entretanto --- e isto é praxe no mundo dos negócios ---, tem a possibilidade de usar a ameaça que fez como pressão para obter condições melhores para uma negociação.
O fato relevante de fundo para uma matéria como a que você sugere é que o Brasil vem rompendo com uma tradição dos governos anteriores, de alinhamento automático do país com os Estados Unidos. Quando o Brasil anunciou a retaliação no caso do algodão, conservadores alardearam no Brasil que era loucura, algo temerário, quase insano. Na verdade, é algo absolutamente corriqueiro para os Estados Unidos, Japão, China, França, Inglaterra e outros países acostumados a falar duro, blefar, ameaçar para negociar melhor.
Observe o noticiário internacional com atenção. Hoje o Brasil se alia à França, por exemplo, em várias questões do cenário mundial. Uniu-se à China em relação a assuntos do mercado financeiro internacional. Estes são só dois exemplos. Há um novo protagonismo de fato, aberto, principalmente, pelas hesitações e recuos dos Estados Unidos por conta das dificuldades internas do governo Obama, recentemente atenuadas com a aprovação do projeto para a área da saúde. Na medida em que melhore o seu respaldo interno, Obama tende a recuperar o espaço dos EUA no cenário mundial, como já começou a acontecer em relação ao Irã. Até pouco tempo atrás, no entanto, o protagonismo nesta questão estava em aberto e o Brasil surgiu com uma proposta diferente --- elogiada por intelectuais americanos como Mark Weinsbrot, por exemplo --- de se manter como um canal de diálogo entre o Ocidente e o Irã.
Cuidado, portanto, com as armadilhas da "compreensão" rápida e fácil!!!
Bom trabalho e um abraço,

Prof. Drummond

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