Dia 30.03
Drummond, seguem as minhas 3 pautas em anexo. Coloquei em apenas um arquivo para facilitar. Não sei se era exatamente assim o formato, mas enfim...
Lucas G. Hackradt
Qual o real impacto social da reforma no sistema de saúde norte-americano?
A grande crítica ao governo de Barack Obama é que, apesar de todo o discurso moral feito em sua campanha, o presidente norte-americano pouco fez até o momento. Mesmo tendo recebido o prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Obama não instituiu nenhuma mudança radical em seu país. Até a semana passada, quando finalmente conseguiu aprovação apertada do Congresso em Washington para a reforma no sistema público de saúde do país. Ao contrário das grandes potências europeias, os EUA sempre foram um país dependente dos planos privados de saúde, assim como o Brasil. Hoje, enfim, parece que os cidadãos norte-americanos poderão se beneficiar de um sistema público eficiente e funcional. A reforma ainda está muito no início. Mas pelo menos já começou.Apesar de toda a atenção à disputa política que está sendo dada ao caso, é interessante mostrar como a sociedade se beneficia dessa reforma, o que muda de verdade, qual o impacto na vida das pessoas.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8592095.stmhttp://www.nytimes.com/2010/03/29/opinion/29mon1.html?hp
A Guerra anti-tráfico no México e o xenofobismo norte-americano
Logo ao assumir o cargo de Secretária de Estado, a ex-senadora Hillary Clinton comprometeu-se a ajudar o México a lutar contra o tráfico de drogas no norte do país, perto da fronteira com os EUA. Os norte-americanos comprometeram-se em ajudar os mexicanos com armamentos e treinamentos de pessoal para garantir a segurança, mas a crise foi atenuada na metade deste mês quando um alto funcionário do Consulado Geral Estadunidense em Ciudad Juarez, no norte do México, foi cruelmente assassinado por membros do tráfico. No mesmo dia, outro cidadão americano foi morto, e aí se instalou um impasse político.Esse problema dos grandes traficante do México tem afetado a vida tanto de norte-americanos quanto de mexicanos, e é algo que cria crises profundas entre os dois países, que não conseguem resolver nada. E um problema gera outro: os latinos, que sempre foram alvo de preconceito racial nos EUA, ficam rapidamente associados à imagem de escória, de ladrões, incapazes, assassinos. Até que ponto essa crise pode aumentar o sentimento de xenofobismo nos cidadãos norte-americanos?
http://www.reuters.com/article/idUSTRE62R13320100328?feedType=RSS&feedName=topNews&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+reuters%2FtopNews+%28News+%2F+US+%2F+Top+News%29&utm_content=Bloglineshttp://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1528929-5602,00.html
A parceria entre EUA e Israel
Até que ponto os cidadãos norte-americanos, como um todo, apóiam o governo israelense de fato? Há anos os presidentes dos EUA têm dado apoio incondicional aos israelenses, ficando muitas vezes calados frente às atrocidades cometidas na região do Oriente Médio contra os palestinos. Agora, pela primeira vez, um presidente dos EUA parece ter finalmente enfrentado Jerusalém e dado um basta. Barack Obama, quebrando a tradição de apoio a Israel, criticou duramente a decisão de Benyamin Netanyahu de autorizar, recentemente, construções de assentamentos em território ocupado na Palestina. Ele chegou a afirmar que a decisão israelense era um retrocesso nas negociações de paz no Oriente Médio.A imagem que se tem da sociedade americana, de que ela apóia veemente os judeus e teme qualquer árabe, pode estar errada. Uma posição política do Executivo não necessariamente significa uma mesma posição do povo – como no caso da Guerra do Vietnã. Enfim um presidente teve a coragem de peitar os judeus, mas e a opinião pública, que tem a dizer sobre o caso?
http://www.reuters.com/article/idUSTRE62R0NB20100328?feedType=RSS&feedName=topNews&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+reuters%2FtopNews+%28News+%2F+US+%2F+Top+News%29&utm_content=Bloglineshttp://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Obama-desvalorizou-a-polemica-com-Israel.rtp&headline=20&visual=9&article=329047&tm=7
Comentário Prof. Drummond:
Olá Lucas
A pauta da saúde é a mais momentosa, mas acho que você poderia incorporar um outro enfoque também. Trata-se do significado político da decisão. Há republicanos de peso recriminando o espaço dado aos radicais, dentro e fora do partido, pela disseminação da idéia de que apoiar o plano de Obama seria endossar o assassinato de idosos. Essas pessoas defendiam, de boa e/ou de má fé, conforme o caso, que a saída de recursos do Estado para bancar o plano repercutiria em aumento da tributação de empresas e de cidadãos, onerando o setor privado de saúde que não teria como bancar a assistência atualmente prestada aos seus beneficiários. Como ficou o quadro político? Quais republicanos influentes mudaram --- se é que mudaram --- de posição? O fato é que o governo Obama vive um momento de alto astral, também por conta do endurecimento (que não foi tão grande assim) com Israel que você menciona na terceira pauta. Creio que a ampliação do enfoque no sentido de mostrar como ficou o espectro político depois do Rubicão que foi a aprovação do plano de saúde de Obama engrandece a pauta. Vá em frente!
Um abraço
Prof. Drummond
Posts Relacionados:
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Caros alunos
20 de abril de 2010 às 06:18São dois os assuntos desta comunicação com vocês:
1) Vamos apurar o olhar jornalístico da turma
Nunca será excessiva a atenção do jornalista aos fatos, digamos, crepitantes. O ponto de partida da atividade jornalística, como sabem, é o que está acontecendo. Como os hábitos e as disciplinas de acompanhamento cotidiano das notícias são díspares, destacarei o que chama a atenção hoje no noticiário e diz respeito a áreas de pesquisa do programa da nossa disciplina:
Brasil e Estados Unidos perto de um acordo na disputa do algodão. Este possível resultado confirma o enfoque da matéria escrita há quinze dias, mais ou menos, pela Patrícia, de que há muto jogo, muita pressão, habitualmente, nesse tipo de negocaição. Mostra, também que, de boa fé ou de má fé, eventualmente por ingenuidade, alguns jornalistas e/ou périódicos não perceberam, ou deliberadamente ignoraram a velhíssima tática do blefe e produziram matérias que, de fato, propunham um retorno ao alinhamento automático da política comercial do Brasil à dos Estados Unidos. O impacto econômico não é pequeno: estão em jogo 8% das exportações brasileiras de algodão e 10% das dos Estados Unidos.
Obama vai usar Goldman para pedir reformas. Não sei o quanto vocês estão atentos para aspectos financeiros pós-crise de 2008 nos EUA e suas repercussões. A acusação de fraude na venda de títulos manipulados feita pela SEC (Security and Exchange Commission, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, encarregada de fiscalizar o mercado financeiro) à Goldman Sachs reacende todos os traumas e todos os medos da população lesada pela irresponsabilidade das instituições financeiras e pela leniência das instituições de controle, entre elas a própria SEC e o FED. O aspecto político importnate é que Obama, conforme os jornais de hoje anunciam, deverá utilizar o episódio da Goldman para repisar a necessidade de uma regulamentação mais dura do mercado. Atenção, portanto, aos prováveis desdobramentos deste caso nos próximos dias.
Crise dos PIIGS longe de solução. A crise de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha é desdobramento tardio do colapso americano das hipotecas subprime, em 2008. O Goldman Sachs --- o mesmo da denúncia da SEC ---, neste caso, é acusado de maquiar a situação financeira da Grécia através de manobras financeiras e contábeis no mercado de derivativos.
China emprestará recursos à Venezuela. O gesto afronta a política dos EUA na América Latina e marca um avanço dos chineses em seara tradicionalmente dominada pelos americanos. É diferente de investir em países da África, abandonados pelo mundo depois da destruição imperialista dos séculos dezenove e vinte.
2) Dinâmica das aulas presenciais
A partir de 4 de maio, a entrega do texto solicitado em sessão presencial pelo professor deverá ser feito obrigatoriamente até o final da própria aula. Ausências não justificadas corresponderão a notas zero. Todo não comparecimento deverá ser comunicado oficialmente através da secretaria acadêmica.
Confirme o recebimento destas mensagem.
Um abraço
Prof. Drummond
Postar um comentário