Entrar e sair dos Estados Unidos já é uma dor de cabeça para qualquer passageiro desde Setembro de 2001. Hoje , quem tenta passar pela imigração dos EUA se depara com uma nova medida controvérsia nos aeroportos: um aviso que alerta todos os passageiros com feições árabes, sejam eles cidadãos americanos ou não, para uma revista abertamente discriminatória e mais rigorosa.
Brasileiros que estiveram no país contam que a nova medida causa constrangimento. “Não tínhamos percebido a placa até que um rapaz, na fila dos cidadãos americanos, foi puxado de lado e foi informado de que tinha que passar por uma revista”, afirma Joanna de Paula. Ela, que esteve com o marido em Nova Iorque, afirma que o aviso é explicitamente racista. Lê-se que apenas o grupo dos passageiros com feições árabes será retirado da fila e levados para uma entrevista particular. “E eles pegam na verdade qualquer pessoa que tenha traços mais mediterrâneos, não precisa nem ser aquele típico árabe”, continua.
Desde o início deste ano as regras para passageiros em trânsito em qualquer cidade dos EUA ficaram mais rígidas por causa de uma tentativa de atentado a bomba cometido por um nigeriano em dezembro do ano passado. Primeiro, a Divisão de Investigação da Alfândega e Imigração dos EUA (ICE, na sigla em Inglês), ligada ao Departamento de Segurança Interna (DHS no original), aprovou sanções contra cidadãos do Afeganistão, Arábia Saudita, Argélia, Cuba, Iêmen, Irã, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão e Síria. Todos eles devem passar, obrigatoriamente, por uma revista mais rigorosa, discriminada apenas pela sua cidadania. Mas as novas regras vão além e não se baseiam apenas na nacionalidade ou no documento do passageiro, elas também levam em consideração a religião declarada deles – e, como tem sido ultimamente, o grupo perseguido é o dos muçulmanos islâmicos.
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