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Assuntos quentes + próxima aula presencial

terça-feira, 20 de abril de 2010

Caros alunos

São dois os assuntos desta comunicação com vocês:
1) Vamos apurar o olhar jornalístico da turma
Nunca será excessiva a atenção do jornalista aos fatos, digamos, crepitantes. O ponto de partida da atividade jornalística, como sabem, é o que está acontecendo. Como os hábitos e as disciplinas de acompanhamento cotidiano das notícias são díspares, destacarei o que chama a atenção hoje no noticiário e diz respeito a áreas de pesquisa do programa da nossa disciplina:
Brasil e Estados Unidos perto de um acordo na disputa do algodão. Este possível resultado confirma o enfoque da matéria escrita há quinze dias, mais ou menos, pela Patrícia, de que há muto jogo, muita pressão, habitualmente, nesse tipo de negocaição. Mostra, também que, de boa fé ou de má fé, eventualmente por ingenuidade, alguns jornalistas e/ou périódicos não perceberam, ou deliberadamente ignoraram a velhíssima tática do blefe e produziram matérias que, de fato, propunham um retorno ao alinhamento automático da política comercial do Brasil à dos Estados Unidos. O impacto econômico não é pequeno: estão em jogo 8% das exportações brasileiras de algodão e 10% das dos Estados Unidos.

Obama vai usar Goldman para pedir reformas. Não sei o quanto vocês estão atentos para aspectos financeiros pós-crise de 2008 nos EUA e suas repercussões. A acusação de fraude na venda de títulos manipulados feita pela SEC (Security and Exchange Commission, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, encarregada de fiscalizar o mercado financeiro) à Goldman Sachs reacende todos os traumas e todos os medos da população lesada pela irresponsabilidade das instituições financeiras e pela leniência das instituições de controle, entre elas a própria SEC e o FED. O aspecto político importnate é que Obama, conforme os jornais de hoje anunciam, deverá utilizar o episódio da Goldman para repisar a necessidade de uma regulamentação mais dura do mercado. Atenção, portanto, aos prováveis desdobramentos deste caso nos próximos dias.
Crise dos PIIGS longe de solução. A crise de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha é desdobramento tardio do colapso americano das hipotecas subprime, em 2008. O Goldman Sachs --- o mesmo da denúncia da SEC ---, neste caso, é acusado de maquiar a situação financeira da Grécia através de manobras financeiras e contábeis no mercado de derivativos.

China emprestará recursos à Venezuela. O gesto afronta a política dos EUA na América Latina e marca um avanço dos chineses em seara tradicionalmente dominada pelos americanos. É diferente de investir em países da África, abandonados pelo mundo depois da destruição imperialista dos séculos dezenove e vinte.

2) Dinâmica das aulas presenciais

A partir de 4 de maio, a entrega do texto solicitado em sessão presencial pelo professor deverá ser feito obrigatoriamente até o final da própria aula. Ausências não justificadas corresponderão a notas zero. Todo não comparecimento deverá ser comunicado oficialmente através da secretaria acadêmica.

Um abraço

Prof. Drummond

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