Depois que foi promulgada a nova lei antiimigração do Arizona, nos Estados Unidos, o partido dos Democratas e esquerdistas dos EUA resolveram boicotar politicamente o Estado norte-americano. A lei dá à polícia do Arizona poderes maiores para lidar com os imigrantes ilegais – ou com quem quer que eles julguem parecer ilegal.
Membros do Congresso dos EUA, alguns líderes religiosos e ativistas convocaram a população e os turistas a boicotarem o Estado, evitando hospedarem-se em hotéis e centros de convenções do Arizona. Alguns internautas já diziam em blogues e fóruns de discussão que teriam aderido ao boicote, e um caminhoneiro chegou a afirmar à rede CNN que a categoria estaria planejando simplesmente parar de transportar qualquer tipo de carga com destino ou vinda do Estado.
Uma simples pesquisa no google pelo tema direciona para matérias comentadas por leitores furiosos com a nova lei, que convocam todos os que leem os artigos para o boicote.
A lei, que foi assinada pela governadora Jan Brewer no dia 23 de Abril, diz que a polícia pode “parar qualquer um quando houver suspeita razoável de que a pessoa seja um estrangeiro ilegalmente presente nos EUA”. O que não fica explicado é o que pode ser considerado “razoável” por um policial, o que acabou abrindo portas para que eles agissem deliberadamente da forma como bem julgassem apropriado. Isso gerou uma crise sem tamanho nos EUA, dividindo claramente parlamentares Democratas e Republicanos.
Da Casa Branca, o presidente Barack Obama deu uma nota a toda a imprensa informando que tinha pedido a oficiais do governo que investigassem a constitucionalidade da lei para saber até que ponto ela feriria algum direito civil básico.
No próprio Arizona, as pessoas parecem estar divididas: alguns internautas a favor argumentam que o Estado não pode mais suportar cerca de 450 mil ilegais “roubando seus empregos”, enquanto aqueles contra afirmam que a lei pode “levar à vitimização e criminalização de qualquer um que seja ou no mínimo pareça latino”
No final de semana, com o 1º de Maio, as ações de boicote pareceram se fortalecer, e diversos cartazes e passeatas foram planejados. Um artista de origens mexicanas chegou a propor um cartaz com os dizeres “Boicotem o Estado do Ódio: Arizona”.
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